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A tontura é uma das queixas mais freqüentes no consultório do otorrinolaringologista, acomete 10 % da população mundial, considerando todas as faixas etárias, muitas vezes em intensidade tal que tornam o indivíduo incapacitante para o trabalho e até mesmo para as atividades diárias do cotidano.
É definida como sensação errônea de deslocamento da pessoa em relação ao ambiente em que está ou deste em relação à própria pessoa. A forma mais comum de tontura é a vertigem, que é caracterizada pelo falsa sensação de movimento de caráter rotatório. Outros sintomas podem surgir como por exemplo: sensação de queda, de afundamento, de flutuação, de cabeça oca ou pesada, de visão borrada, de que os objetos estão tremendo, etc.
Geralmente associam-se outras manifestações clínicas como diminuição da audição, barulho no ouvido, ouvido tampado, intolerância a ruídos altos, mal-estar, vômitos, medo, ansiedade, depressão, entre outras. As labirintopatias podem ser classificadas em periféricas (acometimento do labirinto), centrais (acometimento do cerebelo) e mistas. Como causas temos:
1- inespecíficas: hipotensão (pressão baixa), arritmias cardíacas, pânico, depressão, hipoglicemia (taxa de glicose baixa), intoxicação por álcool ou drogas.
2- infecciosas: virais (neurite, HIV, herpes zooster), bacteriana (tuberculose, meningite, otite média crônica colesteatomatosa, sífilis)
3- tumorais: schwanoma, meningioma, glomus jugular, metástases
4- doenças auto-imunes da orelha interna: policondrite, lupus, artrite, vasculites
5- traumas: fratura osso temporal, trauma labiríntico, fístula labiríntica
6- vascular: infarto labiríntico, ectasia vértebro-basilar
7- iatrogênicas: cirurgias otológicas, ototoxicidade
O tratamento visa a identificação e correção da causa da labirintite, associado ao tratamento medicamentoso específico aos sintomas, juntamente com a reabilitação vestibular.
O Sistema Auditivo (Doenças Do Ouvido)
Ouvido |